Devocional do dia
“Porque sabemos que a Lei é espiritual; eu, porém, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse eu pratico. Mas graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!”
Romanos 7:14-15, 25a
Há anos acompanho histórias de pessoas que carregam um peso invisível nos ombros — o peso de acreditar que precisam ser perfeitas para serem amadas, que precisam conquistar o favor de Deus através de seus bons comportamentos, que cada falha delas as afasta mais da graça. É como se carreguem uma mochila pesada de culpa, acreditando que, se caminharem rápido o suficiente, se fizerem suficientes boas obras, finalmente merecerão a aceitação. Mas aqui está a verdade libertadora: a graça não funciona assim. A graça é o amor que vem quando você parou de correr.
Conheço uma mulher chamada Mariana que viveu décadas assim — sempre tentando ser boa o suficiente. Seus pais eram amorosos, mas exigentes, e ela internalizou uma mensagem que a perseguiu: "Você tem valor quando faz algo digno de valor." Quando conheceu a fé cristã adulta, transferiu esse sistema para Deus. Jejuava, orava horas, ajudava todo mundo que podia, mas havia sempre uma ansiedade subjacente: "Será que Deus realmente está satisfeito comigo? Será que fiz o suficiente?" Era como viver em um filme cujas legendas sussurravam constantemente: "Você não é digno." Até que um dia, durante um momento de honestidade genuína, ela caiu de joelhos e disse a Deus: "Desisto. Não consigo ser boa o suficiente. Preciso de ajuda." E naquela hora de rendição, a graça a alcançou de uma forma que nenhum de seus bons comportamentos anteriores jamais havia feito.